Trabalhe 4 Horas por Semana - Timothy Ferriss - 28.01.2017 - Sábado


*Trabalhe 4 Horas por Semana - Timothy Ferriss - 28/01 - Sábado*

*Vencer o medo = Definir o medo*

*_“Reserve um certo número de dias, durante os quais você deve se contentar com os suprimentos mais ínfimos e mais baratos, com a roupa mais simples e mais velha, perguntado-se a si mesmo: !Eram essas as condições que eu temia?'”_*
SÊNECA

Até que aconteceu uma coisa divertida. Na minha infinita jornada para me deixar triste, eu acidentalmente comecei a dar marcha a ré. Assim que comecei a vagar pela inquietude e pela ansiedade ambígua para definir meu pesadelo, o pior cenário possível, deixei de ficar preocupado com o fato de ir viajar. De repente, comecei a pensar em passos simples que eu poderia dar para salvar meus recursos restantes e começar de novo caso todo aquele inferno previsto acontecesse.

Sempre teria a opção de trabalhar como garçom temporariamente para pagar meu aluguel, se precisasse

Poderia vender alguns móveis e parar de comer em restaurantes. Poderia roubar algum dinheiro para almoçar das crianças que passavam pela manhã em frente do meu apartamento. Eu tinha várias opções. Percebi que não seria tão complicado voltar para onde eu estava, nem para sobreviver. Nenhuma dessas coisas seria fatal – nem perto disto. Seriam apenas leves tropeços na jornada da vida.

Compreendi que, numa escala de 1 a 10, sendo 1 nada e 10 uma mudança permanente na vida, o meu tão temido pior cenário poderia ter um impacto temporário de 3 ou 4. Acredito que isso seja verdade para a maior parte das pessoas e para a maior parte dos desastres tipo "puta merda, minha vida acabou".

Saibam que a chance de acontecer um desastre desse porte é de um em um milhão. Por outro lado, se eu avaliasse meu melhor cenário possível, ou mesmo um cenário provável, ele teria facilmente um efeito positivo permanente de 9 ou 10 na minha vida.

Em outras palavras, eu estava arriscando um 3 ou 4 improvável e temporário por um 9 ou 10 provável e permanente, e poderia facilmente recuperar minha prisão de workaholic com um pouco mais de trabalho extra, se eu quisesse. Isso tudo equacionado apontava para uma constatação significativa: praticamente não havia riscos, apenas um potencial enorme de mudanças positivas na minha vida, e eu poderia retomar meu caminho anterior sem qualquer esforço adicional ao que já vinha praticando.

Foi aí que tomei a decisão de viajar e comprei uma passagem só de ida para a Europa. Comecei a planejar minhas aventuras e a eliminar minha bagagem física e psicológica. Nenhum dos desastres aconteceu e minha vida tem sido quase um conto de fadas desde então.

Os negócios prosperaram como nunca e eu praticamente esqueci-me deles, enquanto eles financiavam minhas viagens pelo mundo durante 15 meses.

*Revelando o medo disfarçado de otimismo*

"Não há diferença entre um pessimista que diz:
‘Ah, é impossível, então não se preocupe em fazer nada’,
e um otimista que diz: ‘Não se preocupe em fazer nada,
vai dar certo de qualquer jeito’. Nos dois casos, nada acontece."
YVON CHOUINARD,1 fundador da Patagônia

O medo vem de várias formas, e normalmente não o chamamos pelo seu nome de quatro letras. O medo, por si só, já é algo amedrontador. Muitas pessoas inteligentes no mundo o disfarçam de outra coisa: recusa otimista.

Muitos dos que evitam sair de seus empregos alimentam a crença de que terão mais tempo ou ganharão mais no futuro. Isso parece válido e é uma alucinação tentadora quando um trabalho é chato ou desestimulante, em vez de ser um inferno total. O inferno total força a ação, mas qualquer coisa menos do que ele pode ser suportado com um pouco de racionalização esperta.

Você realmente pensa que seu tempo e sua renda vão melhorar ou isso é um desejo enrustido ou uma desculpa para não agir? Se acreditasse mesmo que tudo vai melhorar, você estaria perguntando coisas assim? Normalmente não. Isso é o medo
disfarçado de otimismo.

*Você está em situação melhor do que estava há um ano, há um mês ou há uma semana?*

Se não está, as coisas não vão melhorar sozinhas. Se você está tentando se enganar, esta é a hora de parar e se preparar para um salto. A não ser que tenha um fim como o que teve James Dean, sua vida vai ser LONGA. Trabalhar das 9 às 5 durante todos os 40-50 anos de sua vida produtiva é muito tempo se o socorro não chegar. Aproximadamente 500 meses de trabalho denso.

Quantos ainda faltam para você? Provavelmente é hora de minimizar as perdas.
__________________________________
Alguém chame o Maître D’
"Você tem conforto. Você não tem luxo.
E não me digo que é por causa do dinheiro.
O luxo que defendo não tem nada a ver com dinheiro.
Não pode ser comprado. É a recompensa
para aqueles que não têm medo ou desconforto."
JEAN COCTEAU, poeta, escritor, empresário de boxe e cineasta francês

Algumas vezes, a sincronização é perfeita. Há centenas de carros rodando pelo estacionamento e alguém sai de uma vaga a três metros do porta assim que você se aproxima. Mais um milagre de Natal! Outras vezes, a sincronização poderia ser melhor. O telefone toca quando você está transando e parece ficar tocando por meia hora. O carteiro toca a campainha 10 minutos depois.

*Timing ruim pode acabar com a festa.*

Jean-Marc Hachey chegou a África Ocidental como voluntário, com uma enorme vontade de ajudar. Nesse sentido, seu timing foi excelente. Chegou em Gana no começo dos anos 1980, no meio de um golpe de estado, no auge da hiperinflação e bem na época da pior seca da década. Pelas mesmas razões, algumas pessoas considerariam seu timing péssimo de um ponto de vista egoísta de sobrevivência.

Ele também esquecera as recomendações. O cardápio nacional tinha mudado, estavam em falta luxos como pão e água limpa. Ele sobreviveria por quatro meses com um angu à base de milho e espinafre. Não é algo que muitos de nós pediriam na lanchonete do cinema.

*EU POSSO SOBREVIVER*

Jean-Marc tinha passado do ponto a partir do qual não se podia voltar, mas isso não importava. Depois de duas semanas de adaptação ao café-da-manhã, almoço e jantar (angu à moda de Gana), ele não tinha nenhuma vontade de ir embora. As comidas mais básicas e os melhores amigos provaram ser as únicas necessidades reais, e o que pareceria um desastre, visto de fora, foi a mais importante epifania de afirmação da vida que ele jamais experimentara: o pior não era tão ruim. Para curtir a vida, você não precisa imaginar coisas sem sentido, mas precisa controlar o seu tempo e compreender que a maior parte das coisas não é tão séria quanto você as faz parecer.

Agora, aos 48 anos, Jean-Marc mora em uma bela casa em Ontário, mas poderia viver sem ela. Ele tem dinheiro, mas poderia se tornar pobre amanhã e isso não importaria. Algumas de suas memórias mais ternas ainda incluem nada além de amigos e angu.

Ele se dedica a criar momentos especiais para si mesmo e para sua família, e está profundamente despreocupado com sua aposentadoria. Ele já viveu 20 anos de aposentadoria parcial, em perfeita saúde.

Não economize tudo para o final. Há todas as razões para você não fazê-lo.

*Perguntas e ações*

“Eu sou um homem velho e conheci vários problemas enormes, mas muitos deles nunca aconteceram”
MARK TWAIN

Se você está inseguro em relação a tomar uma atitude ou a simplesmente livrar-se do medo do desconhecido, aqui está o antídoto. Escreva suas respostas e tenha em mente que pensar muito vai se provar tão prolífico quanto simplesmente vomitar seus pensamentos direto numa folha de papel. Escreva e não corrija suas respostas. Gaste alguns minutos com cada resposta.

*1. Defina seu pesadelo,* o que de pior poderia acontecer se você fizesse o que está cogitando fazer. Que dúvidas, medos e condições pipocam em sua mente quando você pensa nas grandes mudanças que pode — ou precisa — fazer? Imagineos com riqueza de detalhes. Seria o fim da sua vida? Quanto valeriam os impactos permanentes, se houver, em uma escala de 1 a 10? Essas coisas são realmente permanentes? O quão provável você realmente acha que essas coisas aconteçam?


*2. Que medidas você poderia tomar para consertar os estragos ou deixar as coisas melhores do que eram antes, mesmo temporariamente?*

Há possibilidades, é mais fácil do que você imagina. Como você pode manter as coisas novamente sob controle?

*3. Quais são os resultados ou benefícios, temporários e permanentes, dos cenários mais prováveis?*

Agora que você já definiu os pesadelos, quais são os resultados positivos mais prováveis, sejam internos (confiança, auto-estima, etc.) ou externos? Quanto valeriam os impactos desses resultados mais prováveis em uma escala de 1 a 10? O quão provável é você conseguir extrair pelo menos um resultado moderadamente positivo? Alguma pessoa menos inteligente do que você já conseguiu fazer isso com sucesso?

*4. Se você fosse demitido de seu emprego hoje, o que faria para manter as coisas financeiramente sob controle?*

Imagine esse cenário e pense novamente nas três primeiras perguntas. Se você sair de seu emprego para testar outras opções, como poderia retomar sua carreira se tivesse obrigatoriamente que fazê-lo?

*5 . O que você tem feito para se livrar do medo?*

Normalmente, o *que mais tememos fazer é o que mais precisamos fazer.* Aquele telefonema, aquela conversa, o que quer que seja — é o medo de resultados desconhecidos que evita que façamos o que precisamos fazer. Defina o pior cenário possível, aceite-o e entre em ação.

Vou repetir algo que você deveria pensar em tatuar em sua testa: *O que mais tememos normalmente é aquilo que mais precisamos fazer.* Como já ouvi dizer, o sucesso de uma pessoa na vida em geral pode ser medido pelo número de conversas desagradáveis que ela pretende ter.

*Decida fazer todos os dias algo de que você tem medo.* Adquiri este hábito tentando entrar em contato para pedir conselhos a celebridades e empresários famosos.

*6. O que lhe custa ― financeira, emocional e fisicamente ― adiar suas ações?*

Não avalie somente O potencial negativo das ações. É igualmente importante medir o custo atroz da inação. Se você não buscar as coisas que o estimulam, como estará daqui a um ano, cinco anos e dez anos? Como se sentirá por ter permitido que as circunstâncias se impusessem sobre você e por ter permitido que mais dez anos de sua vida finita passassem sem fazer algo que o realize? Se pudesse vislumbrar os próximos 10 anos e saber com 100% de certeza que há um caminho de desapontamento e arrependimento, e se definirmos risco como “a possibilidade de um resultado negativo irreversível", a inação é o pior de todos os riscos.

*7. O que você está esperando?*

Se não consegue responder a esta pergunta sem evocar o conceito previamente rejeitado de timing, a resposta é simples: você está com medo, exatamente como o resto do mundo. Avalie o custo da inação, compreenda a improbabilidade e a possibilidade de se consertar os passos em falso e desenvolva o hábito mais importante daqueles que se destacam e gostam de extrair o melhor da vida: a ação.

*Zerar o sistema*

Ser razoável e objetivo

"– Você poderia me dizer, por favor, por que caminho eu consigo sair daqui?
– Isso depende bastante de onde você vai querer chegar – disse o Gato.
– Não me importa muito onde... – respondeu Alice.
– Então não importa que caminho seguir – disse o Gato."
LEWIS CARROLL,

Alice no país das maravilhas
“O homem sensato adapta-se ao mundo;
o insensato insiste em tentar adaptar o mundo a si.
Daí que todo o progresso depende do homem insensato”
GEORGE BERNARD SHAW,

Máximas para revolucionários

Primavera de 2005, Princeton, Nova Jersey
Eu tinha que suborná-los. Não havia outra chance. Formavam um círculo em torno de mim, e, embora os nomes fossem diferentes, a pergunta era a mesma: "Qual é o desafio?". Todos olhavam para mim.

Minha palestra na Universidade Princeton acabara havia pouco com os estudantes empolgados e entusiasmados. Ao mesmo tempo, eu sabia que a maior parte dos estudantes faria exatamente o oposto do que eu pregara. A maioria deles se candidataria a um emprego de 80 horas semanais como garçom do cafezinho, se fosse bem pago, a menos que eu provasse que os princípios que apresentara na aula podiam ser realmente aplicados.

Daí o desafio.
Ofereci uma passagem de ida e volta para qualquer lugar do mundo para quem completasse um "desafio"-surpresa da forma mais impressionante possível. Resultado mais estilo. Disse que me encontrassem depois da aula, se estivessem interessados, e lá estavam eles, uns 20 de um total de 60 estudantes.

A tarefa foi pensada para testar as áreas de conforto deles ao mesmo tempo que os forçasse a usar algumas das táticas que eu ensinara. Era bastante simples: contatar três pessoas aparentemente impossíveis de alcançar: J. Lo, Bill Clinton, J. D. Salinger, não importa – e conseguir que pelo menos um responda a três perguntas.

De 20 estudantes, todos com a boca espumando para ganhar uma passagem de volta ao mundo, quantos completaram o desafio?

Exatamente... nenhum. Nem mesmo um.

Houve várias desculpas: "Não é fácil fazer alguém responder..." "Eu tenho um trabalho de uma matéria para entregar, e..." "Eu adoraria, mas não vou ter como fazer..." Mas havia apenas uma razão verdadeira, repetida várias e várias vezes em palavras diferentes: é uma tarefa difícil, talvez impossível, e os outros estudantes caçoariam deles. Já que todos superestimaram a competição, ninguém sequer
apareceu.

De acordo com as regras que estabeleci, se alguém tivesse me mandado nada mais do que uma resposta ilegível de um parágrafo, eu teria sido obrigado a dar a ele o prêmio. Esse resultado me deixou ao mesmo tempo fascinado e deprimido.

No ano seguinte, o resultado foi bem diferente. Contei a eles essa mesma história preventiva e 6 de 17 alunos concluíram a tarefa em menos de 48 horas. A segunda turma era melhor? Não. Na verdade, havia mais estudantes capazes na primeira turma, mas não fizeram nada.

*Muito poder de fogo, mas nenhum dedo no gatilho.*

O segundo grupo apenas adotou o que eu tinha lhes dito antes de começarem, que foi...

*_Fazer o que não é realista é mais fácil _*
*_do que fazer o que é realista_*

*ate amanhã...*

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