Trabalhe 4 Horas por Semana - Timothy Ferriss - 27.01.2017 - Sexta
*Trabalhe 4 Horas por Semana - Timothy Ferriss - 27/01 - Sexta*
*7. Coisas em excesso tornam-se o oposto.*
É possível ter grandes quantidades de uma coisa boa. Em excesso, a maior parte dos esforços e das posses toma características de seus opostos:
Pacifistas se tornam militantes.
Ativistas pela liberdade se tornam tiranos.
Bênçãos se tornam maldições.
Ajudas se tornam estorvos.
_Mais se torna menos? _
Muita quantidade e muita frequência tornam aquilo de que você gosta no que você não gosta. Isso é verdade para posses e até mesmo para o tempo.
O Projeto de Vida não é, portanto, voltado para criar um excesso de tempo livre, que é venenoso, mas sim para um uso positivo do tempo livre, definido simplesmente como fazer aquilo que você quer, em oposição a fazer aquilo a que você se sente obrigado.
8. Dinheiro somente não é a solução.
Há muito a ser dito sobre o poder do dinheiro como moeda (eu, particularmente, sou fã), mas apenas ganhar mais dinheiro não é sempre a resposta, como gostamos de acreditar. Em parte, isso é preguiça. “Ah, mas se eu tivesse mais dinheiro" é o jeito mais fácil de adiar o auto-exame profundo e a tomada de decisões necessários para criar uma vida de prazer – agora, não depois.
Ao utilizar o dinheiro como bode expiatório e o trabalho como uma rotina exaustiva, conseguimos evitar que usemos nosso tempo para fazer as coisas de outra maneira: “John, eu adoraria falar com você sobre o vazio que sinto em minha vida, a desesperança que se abate sobre mim como uma porrada todas as manhãs, quando ligo meu computador, mas tenho muito trabalho a fazer! Tenho pelo menos três horas de e-mails desimportantes para responder antes de ligar para todos os possíveis clientes que disseram ‘não’ ontem. Preciso correr!”.
Ocupe-se com a rotina da roda do dinheiro, finja que é a solução de todos os problemas e você ardilosamente cria uma distração constante que evita que você enxergue o quão inútil é isso tudo. Aprofunde-se, você sabe que é tudo uma ilusão, mas, como todo mundo participa do mesmo jogo de acreditar, é fácil esquecer. O problema é mais do que simplesmente dinheiro.
9. Renda relativa é mais importante do que renda absoluta.
Entre nutricionistas e pessoas que fazem dieta, há algum debate sobre o valor de uma caloria. Será uma caloria uma caloria tal qual uma rosa é uma rosa? A perda de gordura é simples como gastar mais calorias do que se consome ou a fonte das calorias importa? Baseado no meu trabalho com atletas de ponta, eu sei a resposta para essa última pergunta.
E sobre renda? Um dólar é somente um dólar? Os Novos Ricos não pensam assim. Analisemos isso como se fosse um problema de matemática da quinta série.
Dois amigos trabalhadores estão lado a lado numa reta. O amigo A se move a 80 horas por semana e o amigo B se move a 10 horas por semana. Ambos ganham 50 mil dólares por ano. Quem estará mais rico quando chegarem ao ponto final? Se disse B, você estará correto, e essa é a diferença entre renda absoluta e relativa.
A renda absoluta é medida usando uma variável universal e inalterável: o todo poderoso dólar. Fulana ganha 100 mil dólares por ano e é duas vezes mais rica do que Beltrano, que ganha 50 mil por ano.
A renda relativa usa duas variáveis: o dólar e o tempo, normalmente horas. O conceito de "por ano" é arbitrário e engana facilmente. Observemos a realidade das coisas. Fulana ganha 100 mil dólares por ano, 2 mil por cada uma das 50 semanas por ano, e trabalha 80 horas por semana. Fulana ganha, portanto, 25 dólares por hora. Beltrano ganha 50 mil dólares por ano, mil por cada uma das 50 semanas, mas trabalha somente 10 horas por semana e ganha portanto 100 dólares por hora. Em termos de renda relativa, John é quatro vezes mais rico.
É claro que a renda relativa precisa gerar a quantia mínima necessária para atingir seus objetivos. Se ganho 100 dólares por hora mas só trabalho uma hora por semana, vai ser difícil viver como um superstar. Assumindo-se que a renda absoluta total é onde preciso chegar para realizar meus sonhos, a renda relativa é a medida real da riqueza para os Novos Ricos.
Os melhores Novos Ricos ganham pelo menos 5 mil dólares por hora. Quando saí da faculdade, eu comecei ganhando em torno de 5 por hora. Vou levá-lo mais perto dos primeiros.
10. Estresse é ruim, eustresse é bom.
Apesar de a maioria dos bípedes hedonistas não saberem, nem todo estresse é ruim. Na verdade, os Novos Ricos não procuram eliminar todo o estresse. Não totalmente. Há dois tipos distintos de estresse, ambos tão diferentes quanto a euforia e seu oposto auto-explicativo, disforia.
Estresse (distress, em inglês) refere-se a estímulos prejudiciais que deixam você mais enfraquecido, menos confiante e menos capaz. Críticas destrutivas, chefes abusivos e enfiar a sua cara no meio-fio são exemplos disso. São essas coisas que devemos evitar.
Eustresse (eustress, em inglês), por outro lado, é uma palavra que você provavelmente nunca ouviu. Eu, um prefixo grego para "saudável", é usado no mesmo sentido na palavra "euforia". Modelos de comportamento que nos levam a
exceder nossos limites, treinamento físico que tira nossa barriga gorda e riscos que aumentam nossa esfera de ação confortável são exemplos de eustresses – estresses que são saudáveis e também são estímulos para nosso crescimento.
Pessoas que evitam críticas falham. São as críticas destrutivas que precisamos evitar, não todas as formas de críticas. Da mesma forma, não há progresso sem o eustresse, e quanto mais eustresse pudermos criar ou aplicar em nossas vidas, mais cedo conseguiremos realizar nossos sonhos. O segredo é jogar nos dois times.
Os Novos Ricos são igualmente agressivos ao remover o estresse e buscar o eustresse.
● Perguntas e ações ●
1. O quanto estar sendo "realista" ou "responsável" o tem afastado da vida que você deseja?
2. O quanto ter feito o que você "deveria" resultou em experiências inferiores ou
arrependimento de não ter feito algo mais?
3. Olhe para o que vem fazendo atualmente e se pergunte: “E se eu fizesse o oposto das pessoas ao meu redor? O que sacrificarei se continuar nesse caminho por 5, 10 ou 20 anos?
Desviando dos tiros
Como controlar o medo e escapar da paralisia
"Muitos passos em falso foram dados ficando parado."
BISCOITO DA SORTE
“Que o seu medo tenha nome antes que você possa bani-lo”
YODA, de Guerra nas estrelas: O império contra-ataca Rio de Janeiro, Brasil
Faltavam apenas seis metros.
“Vai! Vaaaaaaaaaaaaaai!” Hans não falava português, mas o significado era bastante claro – voa! Seus tênis firmaram—se na pedra cheia de pontas e ele empurrou seu corpo em direção a 900 metros de absolutamente nada.
Prendeu a respiração antes de dar O último passo, levado pelo pânico à beira da inconsciência. Sua visão periférica turvou-se, limitando-se a um único ponto de luz, e então... ele flutuava.
O inescapável azul-celestial do horizonte atingiu em cheio seu campo visual um instante depois que ele percebeu que uma corrente térmica havia apanhado ele e as asas do paraglider. O medo tinha ficado para trás, no alto da montanha, e milhares de pés acima da resplandecente floresta tropical e das plácidas praias de areia branca de Copacabana, Hans Keeling vira a luz.
Isso foi num domingo.
Na segunda, Hans regressou a seu escritório de advocacia em Century City, elegante reduto corporativo de Los Angeles, e prontamente recebeu seus recados de três semanas. Por quase cinco anos, ele havia encarado seu despertador com o mesmo pavor: terei que fazer isto por mais 40 ou 45 anos?
Ele chegara a dormir uma vez embaixo de sua mesa no escritório, depois de um projeto inacabado, que mais parecia um castigo, apenas para poder acordar e continuar a trabalhar imediatamente na manhã seguinte. Naquela mesma manhã, prometera a si mesmo: mais duas vezes e eu pulo fora disso aqui. A terceira vez acontecera um dia antes de ele sair para suas férias no Brasil.
Todos fazemos promessas a nós mesmos, e Hans já tinha feito outras antes, mas agora as coisas eram de alguma forma diferentes. Ele estava diferente. Tinha entendido alguma coisa diferente enquanto flanava em círculos lentos sobre a terra – os riscos não são tão assustadores depois que se os assume. Seus colegas de trabalho lhe disseram exatamente o que ele esperava ouvir: que ele estava jogando tudo fora.
Era um advogado a caminho do topo – que mais ele poderia querer?
Hans não sabia exatamente o que ele queria, mas havia experimentado o que era. Por outro lado, sabia o que o aborrecia profundamente, e já estava cheio disso.
Não passaria mais dias como um morto vivo, nada mais de jantares em que seus colegas comparavam seus carros, deliciando-se com a compra de um BMW novo até que alguém comprasse um Mercedes ainda mais caro. Chega.
Imediatamente, uma estranha mudança começou – Hans sentiu- se, pela primeira vez em muito tempo, em paz consigo mesmo e com o que estava fazendo.
Sempre tivera pavor de turbulências em avião, como se fosse morrer com o que havia de melhor em si, mas agora poderia atravessar dormindo como um bebê uma tempestade violenta. Definitivamente estranho.
Mais de um ano depois, ainda recebia propostas não solicitadas de emprego vindas de escritórios de advocacia, mas nessa época ele criou a Nexus Surf, uma empresa pioneira de excursões de surfe, baseada no paraíso tropical de Florianópolis, no Brasil. Ele encontrara a garota de seus sonhos, uma carioca bronzeada chamada Tatiana, e passava a maior parte de seu tempo descansando sob palmeiras ou providenciando para seus clientes os melhores dias de suas vidas.
Era disso que tivera tanto medo?
Atualmente, vê com frequência o homem que ele foi nos profissionais estressados e deprimidos que leva para surfar. Esperando pelas ondas, as emoções verdadeiras afloram: "Deus, eu queria poder fazer o que você faz". Sua resposta é sempre a mesma: "Você pode".
O sol poente reflete na superfície da água, produzindo um cenário zen para uma mensagem que ele sabe ser verdade: não se trata de desistir quando se põe seu caminho atual em uma pausa indefinida. Ele poderia retomar sua carreira jurídica exatamente no ponto em que havia parado, se quisesse, mas essa era a idéia mais improvável em sua cabeça.
Quando voltavam para terra firme depois de uma incrível sessão de surfe, seus clientes se refazem e retomam sua compostura. Mal colocam os pés na terra e a realidade crava suas garras; "Eu gostaria, mas realmente não posso largar tudo".
Ele não pode fazer nada senão rir.
O poder do pessimismo: definindo o pesadelo
"Ação nem sempre traz felicidade, mas não há felicidade sem ação."
BENJAMIN DISRAELI, ex-primeiro-ministro britânico
Fazer ou não fazer? Tentar ou não tentar? A maior parte das pessoas escolherá não, independente de se considerar corajosa ou não. Incertezas e a possibilidade de falhar podem ser bastante assustadoras. A maioria das pessoas escolherá infelicidade a incerteza. Por muitos anos, estabeleci objetivos, tornei resoluções e nada aconteceu,
nem de um lado nem de outro. Eu estava tão inseguro e assustado quanto o resto do mundo.
A solução simples me ocorreu acidentalmente quatro anos atrás. Naquela época, eu tinha mais dinheiro do que saberia fazer com ele – estava ganhando 70 mil dólares por mês – e estava profundamente infeliz, mais do que nunca. Não tinha tempo para nada e estava trabalhando a exaustão. Tinha fundado minha própria empresa, apenas para perceber que seria praticamente impossível vendê-la. Oops.
Senti-me aprisionado e estúpido ao mesmo tempo. Deveria ter previsto isso, pensei.
Por que sou tão imbecil? Por que não consigo fazer as coisas funcionar? Pense com afinco e pare de ser um (imaginem)! O que há de errado comigo? A verdade era que não havia nada de errado comigo. Eu não tinha chegado ao meu limite; eu tinha chegado ao limite do meu modelo de negócios naquela época. Não era o motorista, era o carro.
Erros críticos no nascimento da empresa nunca me permitiriam vendê-la. Eu poderia contratar elfos mágicos e conectar meu cérebro a um supercomputador que nem assim adiantaria. Meu pequeno bebê tinha alguns defeitos congênitos graves. A questão então passou a ser: "Como me liberto desse Frankenstein e ao mesmo tempo
faço com que seja auto-sustentável?
Como me livro dos tentáculos da obsessão por trabalho e do medo de que a empresa se desfaça sem as minhas quinze horas diárias de dedicação? Como escapar dessa prisão que eu mesmo construí?”. Uma viagem,
decidi. Um ano sabático ao redor do mundo.
Então eu viajei, certo? Bem, vou chegar lá. Em primeiro lugar, achei prudente enrolar minha vergonha, meu embaraço e minha raiva por seis meses, enquanto desfiava um enorme rosário de razões pelas quais minha viagem fantástica de libertação nunca daria certo. Um dos meus períodos mais produtivos, com certeza.
Eis que um dia, no meu exercício de ficar profetizando o quão terrível seria meu futuro de sofrimentos, tive uma idéia brilhante. Era certamente um aprofundamento da minha fase "não relaxe, preocupe-se": por que não definir exatamente o que seria o meu pesadelo – a pior coisa que poderia acontecer como resultado da minha viagem?
Bem, minha empresa poderia ir a falência enquanto eu estivesse longe, com certeza. Provavelmente iria. Um aviso do governo acidentalmente não chegaria às minhas mãos e eu seria processado. Minha empresa seria fechada e o inventário iria consumir todo o estoque enquanto eu estaria solitário e triste em alguma praia gelada da Irlanda.
Chorando na chuva, imagino. Minha conta bancária iria despencar pelo menos uns 80% e certamente meu carro e minha moto, na garagem, seriam roubados.
Suponho que alguém cuspiria em minha cabeça de uma sacada enquanto eu estivesse
alimentando cães sarnentos com restos de comida. Os cães talvez ficassem assustados
e me mordessem na cara. Deus, a vida é uma vagabunda cruel e difícil.
Vencer o medo = Definir o medo
Até amanhã....
P.S.: Gostaria do seu comentário em meu privado o que esta achando da leitura deste livro ate o momento.
*7. Coisas em excesso tornam-se o oposto.*
É possível ter grandes quantidades de uma coisa boa. Em excesso, a maior parte dos esforços e das posses toma características de seus opostos:
Pacifistas se tornam militantes.
Ativistas pela liberdade se tornam tiranos.
Bênçãos se tornam maldições.
Ajudas se tornam estorvos.
_Mais se torna menos? _
Muita quantidade e muita frequência tornam aquilo de que você gosta no que você não gosta. Isso é verdade para posses e até mesmo para o tempo.
O Projeto de Vida não é, portanto, voltado para criar um excesso de tempo livre, que é venenoso, mas sim para um uso positivo do tempo livre, definido simplesmente como fazer aquilo que você quer, em oposição a fazer aquilo a que você se sente obrigado.
8. Dinheiro somente não é a solução.
Há muito a ser dito sobre o poder do dinheiro como moeda (eu, particularmente, sou fã), mas apenas ganhar mais dinheiro não é sempre a resposta, como gostamos de acreditar. Em parte, isso é preguiça. “Ah, mas se eu tivesse mais dinheiro" é o jeito mais fácil de adiar o auto-exame profundo e a tomada de decisões necessários para criar uma vida de prazer – agora, não depois.
Ao utilizar o dinheiro como bode expiatório e o trabalho como uma rotina exaustiva, conseguimos evitar que usemos nosso tempo para fazer as coisas de outra maneira: “John, eu adoraria falar com você sobre o vazio que sinto em minha vida, a desesperança que se abate sobre mim como uma porrada todas as manhãs, quando ligo meu computador, mas tenho muito trabalho a fazer! Tenho pelo menos três horas de e-mails desimportantes para responder antes de ligar para todos os possíveis clientes que disseram ‘não’ ontem. Preciso correr!”.
Ocupe-se com a rotina da roda do dinheiro, finja que é a solução de todos os problemas e você ardilosamente cria uma distração constante que evita que você enxergue o quão inútil é isso tudo. Aprofunde-se, você sabe que é tudo uma ilusão, mas, como todo mundo participa do mesmo jogo de acreditar, é fácil esquecer. O problema é mais do que simplesmente dinheiro.
9. Renda relativa é mais importante do que renda absoluta.
Entre nutricionistas e pessoas que fazem dieta, há algum debate sobre o valor de uma caloria. Será uma caloria uma caloria tal qual uma rosa é uma rosa? A perda de gordura é simples como gastar mais calorias do que se consome ou a fonte das calorias importa? Baseado no meu trabalho com atletas de ponta, eu sei a resposta para essa última pergunta.
E sobre renda? Um dólar é somente um dólar? Os Novos Ricos não pensam assim. Analisemos isso como se fosse um problema de matemática da quinta série.
Dois amigos trabalhadores estão lado a lado numa reta. O amigo A se move a 80 horas por semana e o amigo B se move a 10 horas por semana. Ambos ganham 50 mil dólares por ano. Quem estará mais rico quando chegarem ao ponto final? Se disse B, você estará correto, e essa é a diferença entre renda absoluta e relativa.
A renda absoluta é medida usando uma variável universal e inalterável: o todo poderoso dólar. Fulana ganha 100 mil dólares por ano e é duas vezes mais rica do que Beltrano, que ganha 50 mil por ano.
A renda relativa usa duas variáveis: o dólar e o tempo, normalmente horas. O conceito de "por ano" é arbitrário e engana facilmente. Observemos a realidade das coisas. Fulana ganha 100 mil dólares por ano, 2 mil por cada uma das 50 semanas por ano, e trabalha 80 horas por semana. Fulana ganha, portanto, 25 dólares por hora. Beltrano ganha 50 mil dólares por ano, mil por cada uma das 50 semanas, mas trabalha somente 10 horas por semana e ganha portanto 100 dólares por hora. Em termos de renda relativa, John é quatro vezes mais rico.
É claro que a renda relativa precisa gerar a quantia mínima necessária para atingir seus objetivos. Se ganho 100 dólares por hora mas só trabalho uma hora por semana, vai ser difícil viver como um superstar. Assumindo-se que a renda absoluta total é onde preciso chegar para realizar meus sonhos, a renda relativa é a medida real da riqueza para os Novos Ricos.
Os melhores Novos Ricos ganham pelo menos 5 mil dólares por hora. Quando saí da faculdade, eu comecei ganhando em torno de 5 por hora. Vou levá-lo mais perto dos primeiros.
10. Estresse é ruim, eustresse é bom.
Apesar de a maioria dos bípedes hedonistas não saberem, nem todo estresse é ruim. Na verdade, os Novos Ricos não procuram eliminar todo o estresse. Não totalmente. Há dois tipos distintos de estresse, ambos tão diferentes quanto a euforia e seu oposto auto-explicativo, disforia.
Estresse (distress, em inglês) refere-se a estímulos prejudiciais que deixam você mais enfraquecido, menos confiante e menos capaz. Críticas destrutivas, chefes abusivos e enfiar a sua cara no meio-fio são exemplos disso. São essas coisas que devemos evitar.
Eustresse (eustress, em inglês), por outro lado, é uma palavra que você provavelmente nunca ouviu. Eu, um prefixo grego para "saudável", é usado no mesmo sentido na palavra "euforia". Modelos de comportamento que nos levam a
exceder nossos limites, treinamento físico que tira nossa barriga gorda e riscos que aumentam nossa esfera de ação confortável são exemplos de eustresses – estresses que são saudáveis e também são estímulos para nosso crescimento.
Pessoas que evitam críticas falham. São as críticas destrutivas que precisamos evitar, não todas as formas de críticas. Da mesma forma, não há progresso sem o eustresse, e quanto mais eustresse pudermos criar ou aplicar em nossas vidas, mais cedo conseguiremos realizar nossos sonhos. O segredo é jogar nos dois times.
Os Novos Ricos são igualmente agressivos ao remover o estresse e buscar o eustresse.
● Perguntas e ações ●
1. O quanto estar sendo "realista" ou "responsável" o tem afastado da vida que você deseja?
2. O quanto ter feito o que você "deveria" resultou em experiências inferiores ou
arrependimento de não ter feito algo mais?
3. Olhe para o que vem fazendo atualmente e se pergunte: “E se eu fizesse o oposto das pessoas ao meu redor? O que sacrificarei se continuar nesse caminho por 5, 10 ou 20 anos?
Desviando dos tiros
Como controlar o medo e escapar da paralisia
"Muitos passos em falso foram dados ficando parado."
BISCOITO DA SORTE
“Que o seu medo tenha nome antes que você possa bani-lo”
YODA, de Guerra nas estrelas: O império contra-ataca Rio de Janeiro, Brasil
Faltavam apenas seis metros.
“Vai! Vaaaaaaaaaaaaaai!” Hans não falava português, mas o significado era bastante claro – voa! Seus tênis firmaram—se na pedra cheia de pontas e ele empurrou seu corpo em direção a 900 metros de absolutamente nada.
Prendeu a respiração antes de dar O último passo, levado pelo pânico à beira da inconsciência. Sua visão periférica turvou-se, limitando-se a um único ponto de luz, e então... ele flutuava.
O inescapável azul-celestial do horizonte atingiu em cheio seu campo visual um instante depois que ele percebeu que uma corrente térmica havia apanhado ele e as asas do paraglider. O medo tinha ficado para trás, no alto da montanha, e milhares de pés acima da resplandecente floresta tropical e das plácidas praias de areia branca de Copacabana, Hans Keeling vira a luz.
Isso foi num domingo.
Na segunda, Hans regressou a seu escritório de advocacia em Century City, elegante reduto corporativo de Los Angeles, e prontamente recebeu seus recados de três semanas. Por quase cinco anos, ele havia encarado seu despertador com o mesmo pavor: terei que fazer isto por mais 40 ou 45 anos?
Ele chegara a dormir uma vez embaixo de sua mesa no escritório, depois de um projeto inacabado, que mais parecia um castigo, apenas para poder acordar e continuar a trabalhar imediatamente na manhã seguinte. Naquela mesma manhã, prometera a si mesmo: mais duas vezes e eu pulo fora disso aqui. A terceira vez acontecera um dia antes de ele sair para suas férias no Brasil.
Todos fazemos promessas a nós mesmos, e Hans já tinha feito outras antes, mas agora as coisas eram de alguma forma diferentes. Ele estava diferente. Tinha entendido alguma coisa diferente enquanto flanava em círculos lentos sobre a terra – os riscos não são tão assustadores depois que se os assume. Seus colegas de trabalho lhe disseram exatamente o que ele esperava ouvir: que ele estava jogando tudo fora.
Era um advogado a caminho do topo – que mais ele poderia querer?
Hans não sabia exatamente o que ele queria, mas havia experimentado o que era. Por outro lado, sabia o que o aborrecia profundamente, e já estava cheio disso.
Não passaria mais dias como um morto vivo, nada mais de jantares em que seus colegas comparavam seus carros, deliciando-se com a compra de um BMW novo até que alguém comprasse um Mercedes ainda mais caro. Chega.
Imediatamente, uma estranha mudança começou – Hans sentiu- se, pela primeira vez em muito tempo, em paz consigo mesmo e com o que estava fazendo.
Sempre tivera pavor de turbulências em avião, como se fosse morrer com o que havia de melhor em si, mas agora poderia atravessar dormindo como um bebê uma tempestade violenta. Definitivamente estranho.
Mais de um ano depois, ainda recebia propostas não solicitadas de emprego vindas de escritórios de advocacia, mas nessa época ele criou a Nexus Surf, uma empresa pioneira de excursões de surfe, baseada no paraíso tropical de Florianópolis, no Brasil. Ele encontrara a garota de seus sonhos, uma carioca bronzeada chamada Tatiana, e passava a maior parte de seu tempo descansando sob palmeiras ou providenciando para seus clientes os melhores dias de suas vidas.
Era disso que tivera tanto medo?
Atualmente, vê com frequência o homem que ele foi nos profissionais estressados e deprimidos que leva para surfar. Esperando pelas ondas, as emoções verdadeiras afloram: "Deus, eu queria poder fazer o que você faz". Sua resposta é sempre a mesma: "Você pode".
O sol poente reflete na superfície da água, produzindo um cenário zen para uma mensagem que ele sabe ser verdade: não se trata de desistir quando se põe seu caminho atual em uma pausa indefinida. Ele poderia retomar sua carreira jurídica exatamente no ponto em que havia parado, se quisesse, mas essa era a idéia mais improvável em sua cabeça.
Quando voltavam para terra firme depois de uma incrível sessão de surfe, seus clientes se refazem e retomam sua compostura. Mal colocam os pés na terra e a realidade crava suas garras; "Eu gostaria, mas realmente não posso largar tudo".
Ele não pode fazer nada senão rir.
O poder do pessimismo: definindo o pesadelo
"Ação nem sempre traz felicidade, mas não há felicidade sem ação."
BENJAMIN DISRAELI, ex-primeiro-ministro britânico
Fazer ou não fazer? Tentar ou não tentar? A maior parte das pessoas escolherá não, independente de se considerar corajosa ou não. Incertezas e a possibilidade de falhar podem ser bastante assustadoras. A maioria das pessoas escolherá infelicidade a incerteza. Por muitos anos, estabeleci objetivos, tornei resoluções e nada aconteceu,
nem de um lado nem de outro. Eu estava tão inseguro e assustado quanto o resto do mundo.
A solução simples me ocorreu acidentalmente quatro anos atrás. Naquela época, eu tinha mais dinheiro do que saberia fazer com ele – estava ganhando 70 mil dólares por mês – e estava profundamente infeliz, mais do que nunca. Não tinha tempo para nada e estava trabalhando a exaustão. Tinha fundado minha própria empresa, apenas para perceber que seria praticamente impossível vendê-la. Oops.
Senti-me aprisionado e estúpido ao mesmo tempo. Deveria ter previsto isso, pensei.
Por que sou tão imbecil? Por que não consigo fazer as coisas funcionar? Pense com afinco e pare de ser um (imaginem)! O que há de errado comigo? A verdade era que não havia nada de errado comigo. Eu não tinha chegado ao meu limite; eu tinha chegado ao limite do meu modelo de negócios naquela época. Não era o motorista, era o carro.
Erros críticos no nascimento da empresa nunca me permitiriam vendê-la. Eu poderia contratar elfos mágicos e conectar meu cérebro a um supercomputador que nem assim adiantaria. Meu pequeno bebê tinha alguns defeitos congênitos graves. A questão então passou a ser: "Como me liberto desse Frankenstein e ao mesmo tempo
faço com que seja auto-sustentável?
Como me livro dos tentáculos da obsessão por trabalho e do medo de que a empresa se desfaça sem as minhas quinze horas diárias de dedicação? Como escapar dessa prisão que eu mesmo construí?”. Uma viagem,
decidi. Um ano sabático ao redor do mundo.
Então eu viajei, certo? Bem, vou chegar lá. Em primeiro lugar, achei prudente enrolar minha vergonha, meu embaraço e minha raiva por seis meses, enquanto desfiava um enorme rosário de razões pelas quais minha viagem fantástica de libertação nunca daria certo. Um dos meus períodos mais produtivos, com certeza.
Eis que um dia, no meu exercício de ficar profetizando o quão terrível seria meu futuro de sofrimentos, tive uma idéia brilhante. Era certamente um aprofundamento da minha fase "não relaxe, preocupe-se": por que não definir exatamente o que seria o meu pesadelo – a pior coisa que poderia acontecer como resultado da minha viagem?
Bem, minha empresa poderia ir a falência enquanto eu estivesse longe, com certeza. Provavelmente iria. Um aviso do governo acidentalmente não chegaria às minhas mãos e eu seria processado. Minha empresa seria fechada e o inventário iria consumir todo o estoque enquanto eu estaria solitário e triste em alguma praia gelada da Irlanda.
Chorando na chuva, imagino. Minha conta bancária iria despencar pelo menos uns 80% e certamente meu carro e minha moto, na garagem, seriam roubados.
Suponho que alguém cuspiria em minha cabeça de uma sacada enquanto eu estivesse
alimentando cães sarnentos com restos de comida. Os cães talvez ficassem assustados
e me mordessem na cara. Deus, a vida é uma vagabunda cruel e difícil.
Vencer o medo = Definir o medo
Até amanhã....
P.S.: Gostaria do seu comentário em meu privado o que esta achando da leitura deste livro ate o momento.

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