O Poder da Ação- 07.03.2017 – Terça
O Poder da Ação*- 07.03.2017 – Terça
SERÁ QUE PRECISO MUDAR ALGO EM MIM?
SERÁ QUE PRECISO MUDAR ALGO EM MIM?
Muitas pessoas andam dizendo que felicidade é algo muito particular, pois cada um tem uma definição para felicidade. Eu não concordo com essa ideia. Acredito que as pessoas possuem maneiras diferentes de se divertir e que cada um busca sua maneira de se sentir alegre.
No entanto, alegria, além de ser passageira, não é nosso foco. O que falo aqui é sobre estilo de vida abundante, sobre felicidade perene, real e existencial. E entendo que, para ser verdadeiramente felizes, precisamos potencializar cada uma das áreas da vida. Afinal, cargo alto em uma empresa por si só não faz ninguém verdadeiramente feliz. Ter muito dinheiro e não ter uma família harmônica não adianta muito no contexto de felicidade.
Então, fique alerta. Sua vida não é o que você diz que ela é, e sim o que é percebido, visto e presenciado na prática. Não adianta você dizer que é um bom pai e que seus filhos são felizes se você não dedica tempo, e tempo de qualidade, a eles. Não adianta dizer que você é um bom pai, se seus filhos não são fortes emocionalmente, vigorosos e felizes. Então, não importa o que eu ou você dizemos, não importa nossa visão, às vezes até nossas certezas sobre o que acontece no dia a dia.
O que importa são nossos comportamentos e, em especial, os resultados gerados e percebidos por todos. Você quer saber se é bem-sucedido financeiramente? Então lembre-se de que não é o que você diz ou mostra às pessoas que determina seu patamar financeiro. O que determina se você é bem-sucedido financeiramente é quanto você ganhou no último ano. O que diz se você é próspero financeiramente ou não é quanto tem nas suas aplicações financeiras e em imóveis.
Quer saber quem você tem sido como cônjuge? Olhe para seu casamento, olhe quantas vezes o seu marido (a sua esposa) lhe beija, olhe o respeito que existe entre vocês, observe como dormem e como acordam. Quantas vezes vocês se olharam nos olhos? Quantas vezes ao longo do dia vocês se abraçaram? Seja sincero e corajoso para olhar para sua vida como de fato ela tem sido. Avalie com a mente bem aberta. E se ela não está abundante é hora de acordar e começar a agir.
CAPÍTULO II – AJA
Até quando tu dormirás, ó preguiçoso? Quando te levantares do sono, a pobreza te atacará como um bandido, e a necessidade te atacará como um homem armado. (Provérbios 6:9-11)
Imagine um grande tonel de madeira, como um barril de madeira gigante. Ele mede três metros de altura por dois de largura. É feito de madeira escura e com amarrações de metal ao seu redor. Diferentemente de um tonel comum, esse não tem tampa na parte superior; fica sempre aberto.
Vamos lá, gostaria que você visualizasse esse tonel com todos os detalhes. Não importa se você não é bom desenhista, o que importa é o fato de o seu cérebro estar representando essa imagem internamente. Não pense porém, que é uma brincadeira desnecessária, pois na verdade é uma etapa muito importante chamada Representação Metafórica Interna, mais comumente conhecida como RMI. Afinal, a compreensão do mundo externo acontece primeiramente dentro de nós. E grandes mudanças ou fichas que caem se dão através da maneira pela qual representamos internamente a realidade ao nosso redor. Conhece algum personagem da história que com suas histórias e parábolas, contadas há milhares de anos, mudou o mundo em que nós vivemos hoje?
Veja aqui o grande tonel de madeira. Ok. Você já tem o desenho do tonel. Fique à vontade e livre para que, à medida que eu for dando mais características e informações, você vá compondo mais detalhes na imagem do tonel.
Dando mais informação a essa representação, peço que você veja esse tonel cheio e transbordando de uma substância muito fétida. Uma substância pastosa e pegajosa de cor marrom-escura. Muitas moscas e muitos insetos sobrevoam e pousam no tonel e na substância pastosa.
Lembre-se de que o cheiro é insuportável a ponto de ter afastado a maioria das pessoas que estavam ao redor dele. Desenhe mais essa série de detalhes que complementam a imagem do tonel.
Então, de repente você vê uma pessoa querida dentro do tonel apoiada na beirada. Ela está suja, fétida e exposta a toda a podridão contida nele. Você, preocupado e angustiado, grita para essa pessoa: “Saia daí. Por favor, saia daí de cima. Isso está lhe fazendo mal, muito mal. Saia daí”. E você continua: “O tempo está passando e nada vai mudar para melhor enquanto você estiver aí, venha!”. E você não para e diz: “Enfrente a vida, tenha coragem. Ficar aí parado não vai ajudá-lo em nada. Não adianta disfarçar.
Quem o conhece sabe dos seus medos, da sua paralisia, da sua omissão diante da vida. Mexa-se, ouse sair daí, venha para cá. Se não der certo, você pode recomeçar… Venha, por favor, venha para cá”. E a pessoa a que você tanto quer bem continua lá, sem se mover. Às vezes acusando, às vezes justificando, às vezes ficando em silêncio. Talvez você esteja travando outro diálogo com outra pessoa em cima do tonel. Talvez você diga assim para essa pessoa: “Venha para cá. Desça daí… Pare de beber, o álcool está matando você. Por favor, pare e olhe para sua família, para seus pais, para seus filhos.
Eles sabem que você é alcoólatra. Todos sabem. Eles não dizem para você, mas sabem, comentam… Pare com isso, venha para cá. Você fede a álcool. Você está perdendo o respeito das pessoas, pois a admiração você já perdeu há muito tempo”. E você não desiste dessa pessoa, e continua: “Desça daí, eles não merecem isso de você. Venha para cá. Você merece mais da vida.
Nós estamos aqui por você, largue a bebida, venha… Enquanto você estiver aí em cima, nós não podemos ajudar você. Olhe para os seus filhos, eles merecem mais de você. Limpe-se, venha para cá. Aqui é o seu lugar, venha”. Ou será que o seu diálogo com essa pessoa é assim: “Saia daí. Esse não é o seu lugar. Você pode mais, muito mais do que isso. Desça daí.
Venha assumir a responsabilidade pelo seu futuro financeiro e profissional. Saia de cima do muro. Faça algo de verdade por você e pelos seus. Pare de fingir que está fazendo as coisas. Pare de fingir que está tentando.
Ninguém mais acredita nas suas desculpas. Faça alguma coisa e deixe de ser um peso para as outras pessoas. Elas não merecem isso. Saia daí e venha trabalhar e produzir de verdade, venha ganhar dinheiro. Desça daí e construa sua independência financeira e profissional. Por mais que você fique aí dando desculpas ou usando disfarces de bem-sucedido, todos sabem onde você está e quem você tem sido. Por favor, pare de decepcionar as pessoas, assuma uma postura decidida e faça algo, desça daí…”.
Na minha jornada profissional de coach, vi muitas pessoas que queriam ajudar seus amigos e familiares a descer de cima do grande tonel. Usando todos os meios e todas as estratégias. Uma vez ouvi um amigo dizer mais ou menos assim: “Amigo, saia daí. Desça daí. As pessoas estão comentando o seu caso extraconjugal. Desça daí antes que sua esposa e seus filhos saibam.
Eles não merecem isso de você. Olhe para sua filha, olhe para seu filho. Olhe para sua esposa fiel, dedicada e que sempre o apoiou. Pare com isso antes que seja tarde. Amigo, você está fedendo a sexo e todos sentem esse cheiro. Por favor, faça isso por você e por sua família, venha para cá. Deixe que eu o ajude a se limpar.
Venha. Esse tonel não é o seu lugar”. Outra vez ouvi um irmão dizer para sua irmã: “Irmã, saia daí. Por favor, desça daí. As pessoas percebem e comentam como você tem sido relapsa com seus filhos. Seus filhos estão sofrendo, eles estão largados. Você está sujando tudo ao seu redor com seu estilo de vida. Pare de gastar dinheiro com roupas e bolsas. Para de ir a tantos shows, festas e viagens. Fique em casa com seus filhos; eles precisam de você e você precisa ainda mais deles. Saia daí, desça desse tonel.
Ficar em cima desse tonel está destruindo a sua vida. Acredite, não é nele que você vai achar o que tanto procura. Seus filhos não têm culpa se seu casamento acabou, volte para casa, assuma sua maternidade enquanto você pode, enquanto eles são crianças e precisam de uma mãe. Volte. Venha. Desça daí…”. Em outros casos, ouvi pessoas preocupadas chamar, até implorar para aquela pessoa em cima do tonel deixar as drogas. Outras imploravam para aquela pessoa sentada no topo do tonel parar de fumar. Outras, ainda, suplicavam para que ela comesse menos e fizesse alguma atividade física, antes que tivesse outro AVC.
O fato é que todas essas pessoas que citei, por um motivo ou outro, estavam na zona de conforto. Em nossa metáfora a zona de conforto é representada pelas pessoas paradas no topo do tonel, mas, na verdade, zona de conforto é o lugar onde encontramos desculpas para não fazer o que sabemos que devemos fazer. A zona de conforto parece um lugar supostamente seguro, mas na prática ela nos acorrenta e nos mantêm presos, inertes, imóveis enquanto o mundo está acontecendo lá fora e nós envelhecendo aqui em cima. Uma ótima definição para zona de conforto é uma combinação de mentiras paralisantes com prazo de validade vencido. Pois o conforto de não agir certo e na hora certa logo se tornará uma prisão de muros altos. Zona de conforto é a combinação de várias mentiras paralisantes com prazo de validade vencido. (Paulo Vieira)
Afinal, não precisamos ser paranormais nem videntes para imaginar qual será o destino daquela pessoa que nunca encarou a vida profissional. Não precisamos ser muito inteligentes para acertar como será o futuro do alcóolatra ou como será a família do adúltero. Ou como será a saúde do glutão sedentário ou a vida daquela mulher que trocou os filhos pelos colegas de balada e seu futuro financeiro por bolsas e sapatos. Certamente é bem mais fácil e cômodo dizer como será a vida das pessoas presas na zona de conforto. Afinal, estamos de fora, analisando suas ações e as consequências de seus atos e de suas omissões. Contudo, precisamos olhar para dentro de nós mesmos e nos perguntar:
Em quais áreas da minha vida me percebo na zona de conforto? Como será a minha vida se continuar, por ação ou por omissão, na zona de conforto?
Entendendo a metáfora do tonel e entendendo o que é zona de conforto e as consequências dela na vida das pessoas, mas sobretudo na sua vida, posso então lhe fazer meu segundo convite: AJA. Vamos, deixe o tonel. Venha para cá e se afaste dessa terrível zona de conforto. Aja. Não importa se certo ou errado. Apenas aja. E depois se aplique para agir cada vez mais acertadamente.
O bordão diz: “Tem poder quem age, e mais poder ainda quem age certo”. Peço que memorize esse bordão que venho repetindo nos últimos anos e depois compartilhe com outras pessoas. Tem poder quem age, e mais poder ainda quem age certo. (Paulo Vieira)
A única coisa que pode tirar alguém da zona de conforto é a ação direcionada. Direcionada para suas metas, seus objetivos e seus desejos. No entanto, veja bem: para tirá-lo da zona de conforto, não precisa ser a melhor ação, não precisa ser a ação mais acertada nem a mais eficaz a ser posta em prática.
Qualquer ação direcionada sutilmente para seus objetivos já inicia o processo de mudança e libertação da zona de conforto. Existe, porém, algo, uma força paquidérmica, que sustenta e mantém as pessoas aprisionadas na zona de conforto. E nosso foco agora é identificar, qualificar e em seguida destruí-la, e quando isso acontecer você vai se encontrar sobrevoando e pronto para aterrissar nos seus objetivos mais importantes, milhas e milhas distante daquilo que antes você chamava de zona de conforto. Vamos a essa força.
HISTORINHAS E HISTÓRIAS
Acredito, como já falei, que fomos criados por Deus para uma vida abundante em todos os aspectos. E que os acontecimentos da vida de qualquer pessoa, por si só, deveriam levá-la a esse padrão de excelência.
São como as águas de um rio que naturalmente fluem em direção ao mar. Essa é a natureza e o normal para um rio. Para represá-lo, será necessário um esforço muito grande de fazer barragens ou desviar o curso natural das águas. A abundância é a natureza de Deus e, consequentemente, a natureza humana. Se, porém, você não está vivendo essa abundância e plenitude é porque existe uma barragem, um desvio, que impede o fluir dessa natureza abundante para você. E, por incrível que pareça, somos nós que, através de comportamentos, muitas vezes “inocentes e despretensiosos”, criamos verdadeiras barragens e desvios de todo o bem que deveria chegar até nós. Na prática, bastaria não atrapalhar para que as coisas boas viessem até nós.
A boa notícia que trago aqui é que, além de não atrapalhar, podemos também usar essa força gigantesca para acelerar esse fluir de coisas boas em nossa vida. O nome que daremos a essa força é historinhas.
Vamos lá, gostaria que você visualizasse esse tonel com todos os detalhes. Não importa se você não é bom desenhista, o que importa é o fato de o seu cérebro estar representando essa imagem internamente. Não pense porém, que é uma brincadeira desnecessária, pois na verdade é uma etapa muito importante chamada Representação Metafórica Interna, mais comumente conhecida como RMI. Afinal, a compreensão do mundo externo acontece primeiramente dentro de nós. E grandes mudanças ou fichas que caem se dão através da maneira pela qual representamos internamente a realidade ao nosso redor. Conhece algum personagem da história que com suas histórias e parábolas, contadas há milhares de anos, mudou o mundo em que nós vivemos hoje?
Veja aqui o grande tonel de madeira. Ok. Você já tem o desenho do tonel. Fique à vontade e livre para que, à medida que eu for dando mais características e informações, você vá compondo mais detalhes na imagem do tonel.
Dando mais informação a essa representação, peço que você veja esse tonel cheio e transbordando de uma substância muito fétida. Uma substância pastosa e pegajosa de cor marrom-escura. Muitas moscas e muitos insetos sobrevoam e pousam no tonel e na substância pastosa.
Lembre-se de que o cheiro é insuportável a ponto de ter afastado a maioria das pessoas que estavam ao redor dele. Desenhe mais essa série de detalhes que complementam a imagem do tonel.
Então, de repente você vê uma pessoa querida dentro do tonel apoiada na beirada. Ela está suja, fétida e exposta a toda a podridão contida nele. Você, preocupado e angustiado, grita para essa pessoa: “Saia daí. Por favor, saia daí de cima. Isso está lhe fazendo mal, muito mal. Saia daí”. E você continua: “O tempo está passando e nada vai mudar para melhor enquanto você estiver aí, venha!”. E você não para e diz: “Enfrente a vida, tenha coragem. Ficar aí parado não vai ajudá-lo em nada. Não adianta disfarçar.
Quem o conhece sabe dos seus medos, da sua paralisia, da sua omissão diante da vida. Mexa-se, ouse sair daí, venha para cá. Se não der certo, você pode recomeçar… Venha, por favor, venha para cá”. E a pessoa a que você tanto quer bem continua lá, sem se mover. Às vezes acusando, às vezes justificando, às vezes ficando em silêncio. Talvez você esteja travando outro diálogo com outra pessoa em cima do tonel. Talvez você diga assim para essa pessoa: “Venha para cá. Desça daí… Pare de beber, o álcool está matando você. Por favor, pare e olhe para sua família, para seus pais, para seus filhos.
Eles sabem que você é alcoólatra. Todos sabem. Eles não dizem para você, mas sabem, comentam… Pare com isso, venha para cá. Você fede a álcool. Você está perdendo o respeito das pessoas, pois a admiração você já perdeu há muito tempo”. E você não desiste dessa pessoa, e continua: “Desça daí, eles não merecem isso de você. Venha para cá. Você merece mais da vida.
Nós estamos aqui por você, largue a bebida, venha… Enquanto você estiver aí em cima, nós não podemos ajudar você. Olhe para os seus filhos, eles merecem mais de você. Limpe-se, venha para cá. Aqui é o seu lugar, venha”. Ou será que o seu diálogo com essa pessoa é assim: “Saia daí. Esse não é o seu lugar. Você pode mais, muito mais do que isso. Desça daí.
Venha assumir a responsabilidade pelo seu futuro financeiro e profissional. Saia de cima do muro. Faça algo de verdade por você e pelos seus. Pare de fingir que está fazendo as coisas. Pare de fingir que está tentando.
Ninguém mais acredita nas suas desculpas. Faça alguma coisa e deixe de ser um peso para as outras pessoas. Elas não merecem isso. Saia daí e venha trabalhar e produzir de verdade, venha ganhar dinheiro. Desça daí e construa sua independência financeira e profissional. Por mais que você fique aí dando desculpas ou usando disfarces de bem-sucedido, todos sabem onde você está e quem você tem sido. Por favor, pare de decepcionar as pessoas, assuma uma postura decidida e faça algo, desça daí…”.
Na minha jornada profissional de coach, vi muitas pessoas que queriam ajudar seus amigos e familiares a descer de cima do grande tonel. Usando todos os meios e todas as estratégias. Uma vez ouvi um amigo dizer mais ou menos assim: “Amigo, saia daí. Desça daí. As pessoas estão comentando o seu caso extraconjugal. Desça daí antes que sua esposa e seus filhos saibam.
Eles não merecem isso de você. Olhe para sua filha, olhe para seu filho. Olhe para sua esposa fiel, dedicada e que sempre o apoiou. Pare com isso antes que seja tarde. Amigo, você está fedendo a sexo e todos sentem esse cheiro. Por favor, faça isso por você e por sua família, venha para cá. Deixe que eu o ajude a se limpar.
Venha. Esse tonel não é o seu lugar”. Outra vez ouvi um irmão dizer para sua irmã: “Irmã, saia daí. Por favor, desça daí. As pessoas percebem e comentam como você tem sido relapsa com seus filhos. Seus filhos estão sofrendo, eles estão largados. Você está sujando tudo ao seu redor com seu estilo de vida. Pare de gastar dinheiro com roupas e bolsas. Para de ir a tantos shows, festas e viagens. Fique em casa com seus filhos; eles precisam de você e você precisa ainda mais deles. Saia daí, desça desse tonel.
Ficar em cima desse tonel está destruindo a sua vida. Acredite, não é nele que você vai achar o que tanto procura. Seus filhos não têm culpa se seu casamento acabou, volte para casa, assuma sua maternidade enquanto você pode, enquanto eles são crianças e precisam de uma mãe. Volte. Venha. Desça daí…”. Em outros casos, ouvi pessoas preocupadas chamar, até implorar para aquela pessoa em cima do tonel deixar as drogas. Outras imploravam para aquela pessoa sentada no topo do tonel parar de fumar. Outras, ainda, suplicavam para que ela comesse menos e fizesse alguma atividade física, antes que tivesse outro AVC.
O fato é que todas essas pessoas que citei, por um motivo ou outro, estavam na zona de conforto. Em nossa metáfora a zona de conforto é representada pelas pessoas paradas no topo do tonel, mas, na verdade, zona de conforto é o lugar onde encontramos desculpas para não fazer o que sabemos que devemos fazer. A zona de conforto parece um lugar supostamente seguro, mas na prática ela nos acorrenta e nos mantêm presos, inertes, imóveis enquanto o mundo está acontecendo lá fora e nós envelhecendo aqui em cima. Uma ótima definição para zona de conforto é uma combinação de mentiras paralisantes com prazo de validade vencido. Pois o conforto de não agir certo e na hora certa logo se tornará uma prisão de muros altos. Zona de conforto é a combinação de várias mentiras paralisantes com prazo de validade vencido. (Paulo Vieira)
Afinal, não precisamos ser paranormais nem videntes para imaginar qual será o destino daquela pessoa que nunca encarou a vida profissional. Não precisamos ser muito inteligentes para acertar como será o futuro do alcóolatra ou como será a família do adúltero. Ou como será a saúde do glutão sedentário ou a vida daquela mulher que trocou os filhos pelos colegas de balada e seu futuro financeiro por bolsas e sapatos. Certamente é bem mais fácil e cômodo dizer como será a vida das pessoas presas na zona de conforto. Afinal, estamos de fora, analisando suas ações e as consequências de seus atos e de suas omissões. Contudo, precisamos olhar para dentro de nós mesmos e nos perguntar:
Em quais áreas da minha vida me percebo na zona de conforto? Como será a minha vida se continuar, por ação ou por omissão, na zona de conforto?
Entendendo a metáfora do tonel e entendendo o que é zona de conforto e as consequências dela na vida das pessoas, mas sobretudo na sua vida, posso então lhe fazer meu segundo convite: AJA. Vamos, deixe o tonel. Venha para cá e se afaste dessa terrível zona de conforto. Aja. Não importa se certo ou errado. Apenas aja. E depois se aplique para agir cada vez mais acertadamente.
O bordão diz: “Tem poder quem age, e mais poder ainda quem age certo”. Peço que memorize esse bordão que venho repetindo nos últimos anos e depois compartilhe com outras pessoas. Tem poder quem age, e mais poder ainda quem age certo. (Paulo Vieira)
A única coisa que pode tirar alguém da zona de conforto é a ação direcionada. Direcionada para suas metas, seus objetivos e seus desejos. No entanto, veja bem: para tirá-lo da zona de conforto, não precisa ser a melhor ação, não precisa ser a ação mais acertada nem a mais eficaz a ser posta em prática.
Qualquer ação direcionada sutilmente para seus objetivos já inicia o processo de mudança e libertação da zona de conforto. Existe, porém, algo, uma força paquidérmica, que sustenta e mantém as pessoas aprisionadas na zona de conforto. E nosso foco agora é identificar, qualificar e em seguida destruí-la, e quando isso acontecer você vai se encontrar sobrevoando e pronto para aterrissar nos seus objetivos mais importantes, milhas e milhas distante daquilo que antes você chamava de zona de conforto. Vamos a essa força.
HISTORINHAS E HISTÓRIAS
Acredito, como já falei, que fomos criados por Deus para uma vida abundante em todos os aspectos. E que os acontecimentos da vida de qualquer pessoa, por si só, deveriam levá-la a esse padrão de excelência.
São como as águas de um rio que naturalmente fluem em direção ao mar. Essa é a natureza e o normal para um rio. Para represá-lo, será necessário um esforço muito grande de fazer barragens ou desviar o curso natural das águas. A abundância é a natureza de Deus e, consequentemente, a natureza humana. Se, porém, você não está vivendo essa abundância e plenitude é porque existe uma barragem, um desvio, que impede o fluir dessa natureza abundante para você. E, por incrível que pareça, somos nós que, através de comportamentos, muitas vezes “inocentes e despretensiosos”, criamos verdadeiras barragens e desvios de todo o bem que deveria chegar até nós. Na prática, bastaria não atrapalhar para que as coisas boas viessem até nós.
A boa notícia que trago aqui é que, além de não atrapalhar, podemos também usar essa força gigantesca para acelerar esse fluir de coisas boas em nossa vida. O nome que daremos a essa força é historinhas.
Historinhas são estruturas linguísticas, verbais e mentais que validam, explicam e justificam nossos fracassos, nossas falhas e nossos insucessos. Uma maneira às vezes sutil e outras vezes explícita de não nos responsabilizarmos por resultados, ações e comportamentos que não deram certo em nossa vida. Como é cômodo ou menos oneroso ser demitido e ter toda uma historinha ensaiada para explicar, ou melhor, justificar o porquê do ocorrido. Como é mais fácil e mais confortável encarar o diretor do colégio do filho que acaba de ser expulso e contar a historinha de que criou os dois filhos da mesma maneira e só um é problemático.
Aparentemente, as historinhas trazem conforto, mas na realidade elas causam duas consequências devastadoras na vida das pessoas. A primeira, é que elas atacam a auto responsabilidade (conceito que vamos explicar melhor no Capítulo 3), ou seja, elas tiram a autonomia de seu autor, deixando-o como refém da situação. No caso do pai diante do diretor, a historinha o coloca como vítima impotente da situação, como se não tivesse o que fazer.
Afinal, o outro filho nunca teve problemas na escola, e os dois foram criados da mesma maneira. E a segunda consequência é o fato de essa historinha ser interpretada como verdade pelo cérebro. E quanto mais vezes for contada e com mais intensidade emocional for dita, mais presa dentro dela a pessoa ficará. O cérebro não escolhe no que acreditar, assim, o que você mais comunicar, mais verdadeiro será.
Nesse caso, esse filho será de fato a ovelha negra da família, o menino problema provavelmente sem solução. Quantas historinhas temos contado para justificar nossos fracassos? Quantas historinhas temos criado e contado para justificar ou explicar nossa permanência no grande tonel da zona de conforto?
É comum acreditarmos que historinhas são mentirinhas ou disfarces simples para algo do qual queremos fugir ou sobre a qual não queremos reconhecer nossa responsabilidade. Na verdade, existem três categorias de historinhas: mentiras e exageros, verdades e, por fim, brincadeiras. As historinhas mentirosas são justificativas inventadas com o objetivo de diminuir a culpa. Já as historinhas verdadeiras são uma tentativa de acusar o outro e se eximir da responsabilidade pelos próprios atos. As brincadeiras fazem a pessoa fechar os olhos para o problema, tirar o foco do assunto por meio de uma piada ou de algo engraçado dito sobre o problema. Seja qual for o tipo de historinha, elas destroem a autoimagem e deixam seus autores impotentes na questão de ação e do comportamento, e certos da impossibilidade de realizar.
Para entender melhor as historinhas, vamos a três exemplos reais.
Caso 1
Até amanhã...
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Att. Vado

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